O tempo passou, foram muitos meses, quase um ano, uma tarde cheguei em casa e minha mãe me olha e diz: Lídia o João ligou duas vezes.
Fiquei paralisada e agora? mas a lembrança daquela humilhação era forte, levaria muito tempo até conseguir curar aquela ferida.
Eu não ia ficar a disposição esperando o boneco ligar, jamais e também achei que após estas duas tentativas ele não ia ligar mais. Então, no dia seguinte o telefone tocou, nem pensei que fosse o João, peguei o telefone e derrepente ouvi aquela voz que outrora era tão doce aos meus ouvidos, ele falava como se tivesse conversado comigo na noite anterior, rindo como se nada tivesse acontecido, eu não podia acreditar, era algo absurdo, mas não havia nenhuma explicação , só comentários do dia dele e que queria me ver, minha única reação naquele momento foi responder com o tom mais frio que pude e com poucas palavras, como poderia tratá-lo diferente? Sorrir para alguém que nem explicações deu para aquela atitude horrenda.
Se ao menos ele tivesse me procurado, se e explicado, mas não, sumiu, pensei o que bem entendi.
Desliguei o telefone, pronto acabou (pensei), mas ainda não era o fim, alguns dias depois andando pelas ruas próximas a minha casa um carro parou e quem estava ali me chamando, sim, era o João.
Olhou-me e disse: você está diferente, linda. (houve uma pausa infinita, eu não tinha nada a dizer). Estou indo comprar uma roupa para o casamento da minha irmã que é amanhã, quer ir comigo?
Hãããã!!!!!!!!!!! Acho que ele tem problemas, não pode ser normal (pensei).
Que pessoa não te explica nada, fura com você e aparece quase um ano depois agindo como se houvesse conversado com você anteontem, será que ele imaginou que eu ia ficar ao lado do telefone esperando ele ligar até hoje?.
É ali terminava a nossa história da mesma forma que começou, em uma calçada, ele dentro do carro e eu olhando para aqueles olhos castanhos escuros sem saber o que fazer, porém, me sentia vitoriosa ao dizer: estou muito ocupada, do tipo ó por favor garotinho do papai, não me procure mais.
Caminhei sem olhar para trás, afinal era apenas um acontecimento de carnaval.
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