Meu medo era tão grande que comecei a achar que todos estavam me seguindo, me olhando.
Durante o trajeto até a minha casa tinha que passar (obrigatóriamente) por um pedaço onde há vários usuários de drogas, prostitutas e andarilhos.
Pensei: Tinha que ser comigo? Meu Pai me ajude!!!! Preconceito? Não, era medo mesmo.
Passei tão rápido que nem sei como atravessei aquela ruazinha. Derrepente escuto do meu lado
Psiu!!!! quer uma carona?
Quase pulei de susto. (Ele deve pensar que sou puta)
Só consegui responder: Eu não sou o que você está pensando.
Ele continuou com o carro bem devagarinho do meu lado.
Não, eu só perguntei se você quer uma carona.
Eu já estava tão nervosa que parei e desatei a falar desesperadamente em meio as lágrimas, acho que contei toda a história daquela garota e eu em 5 minutos.
Não conseguia respirar, meu coração estava disparado e as lágrimas não cessavam.
Ele me olhou, sorriu e disse: olha eu percebi que você estava perdida e já é bem tarde, se você não quiser entrar no carro tudo bem eu vou te seguindo até a sua casa, mas você não vai sozinha é perigoso.
Ele se apresentou, falou o nome dos pais, disse aonde morava e aí quem sorriu fui eu, disse-lhe: conheço sua mãe e irmã.
Não acredito (nem eu), que mundo pequeno, ele me disse.
Então, para que eu confiasse naquelas palavras, ele retirou do bolso a identidade e pude ver que pelo menos o nome era verdadeiro, João.
Confesso que entrei no carro com medo, mas resolvi arriscar estava com meus pés dormentes e ainda faltava muito até eu chegar em casa e tinha mais dois pedaços bem escuros e perigosos até chegar lá.
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