Tic Tac

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Até ontem

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Até ontem eu me conhecia,



Até ontem sabia de tudo, da minha bebida predileta,



da minha canção preferida.



Até ontem sabia meus planos,



Até ontem sonhava com o amanhã,



Mas isso foi até ontem,



Mas ontem passou um furacão.






Até ontem eu era feliz, até ontem...



... Até quando?



... Ontem...






























Incerteza

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Quisera apenas saber o que fazer, aonde ir, mas encontro-me perdida.


Olho a minha volta e não vejo nada e ninguém, pra onde vou?!


Dentro de mim há um turbilhão de sentimentos, emoções,


Desespero-me....


...Mas não há o que fazer, nem aonde ir.











segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fica combinado assim menina

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Tudo bem pra mim
Se você diz que não
tem mais jeito
Eu não posso te prender
Cada um faz o que acha direito
Combinado assim....

....vou ficar aqui te amando
De qualquer maneira
Se preciso for a vida inteira
Toda noite aqui sonhando
Todo dia me dizendo
Que você me ama e vai voltar
Não vou me cansar
de te esperar
(Combinado Assim, cantora Adriana, composição Gilson)


Outro dia acordei, estava atordoado sem saber ao certo aonde estava, percebi que estava tudo escuro, madrugada, não sei ao certo que horas eram.... perdido, completamente perdido eu me sentia.

Levantei e fui preparar um café e pensar... olhava pela vidraça e as únicas coisas visiveis eram os faróis dos carros lá embaixo na avenida, o dia começava a amanhecer, então, comecei a lembrar de nós dois naquele banco da praça e você me dizendo que me esperaria para sempre, o tempo que fosse, que fazia tanto tempo que não se sentia assim...e me falou do seu amor, que era tão puro, tão sincero, mas nem perguntou como eu ficaria com tal revelação. Você esvaziava seu peito e tirava um peso, transferindo à mim toda a responsabilidade de um decisão.

Confesso menina que não entendi o que estava me acontecendo e nem o porquê? Será culpa minha pensava.

Coloquei o café em minha xícara predileta e fiquei ali relembrando a cena e as tuas palavras que ainda ecoavam forte em minha mente, o meu medo de que você fizesse algo depois da minha resposta. Não queria magoá-la, mas não havia outro jeito, foi triste ter que lhe dizer que a única coisa a lhe oferecer é a minha amizade, meu carinho, meu respeito, pois me senti tão culpado por ter mexido em seu coração, em ter entrado sem pedir licença, tão de repente que nenhum de nós percebemos. Penso menina que deveria haver um alvará para que pudéssemos entrar nos corações, assim machucaríamos menos as pessoas que tanto queremos bem, te prometi não mudar, ser o teu amigo de antes, mas estou com medo menina, não sei se conseguirei cumprir esta promessa.

Fui bebendo meu café e pensando em tudo aquilo, naquela confusão instalada dentro de mim, também não entendi o motivo de me sentir tão vulnerável, eu um homem sempre tão decidido e prático. Mas a verdade é uma só os anos se passaram e me acostumei com algumas coisas, com minha vida, além do que menina, tu sabes bem que tenho um alguém, um amor, uma mulher linda que me ama e que não posso deixá-la jamais, pois somos um e sem ela eu morreria. Então menina ficamos assim.... serei teu amigo.



sábado, 14 de maio de 2011

Um robô

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Naquele dia ao acordar, percebi que não era um dia normal estava novamente angustiada as lágrimas caiam sem que eu pudesse controlá-las, a sensação de impotência tomava conta de mim que sempre gostei de controlar a minha vida, as situações. Estava novamente sendo capturada por aquelas garras nefastas chamada desespero.

As lágrimas desciam como cachoeira.... não conseguia explicar e, mesmo que tentasse sabia dentro de mim que ninguém me entenderia.

Deitada na cama, no escuro, chorava e dizia a mim mesma: tudo está errado, tudo errado, errado e a voz de um eu em desespero gritava: preciso dar um fim, um fim nisso, nessa situação, na vida horrível e deplorável.

Ah! se tivesse coragem, um pouco mais de coragem, poria um fim nessa dor, não era a dor do corpo, de um dedo machucado, de uma carne rasgada por um metal, uma úlcera. Não! Não era uma simples dor, ela dilacerava a alma, rasgava me o interior, destruía todos os desejos e pensamentos bons, confundia-me os sentidos e sentimentos, atordoava-me de tão forte. Ainda deitada sentia meu corpo pular com os soluços que eram quase que gritos e gemidos.

Alguém, ah, se tivesse alguém que entendesse e não tentasse explicar o inexplicável, somente ouvisse, enxergasse “a dor” por dentro.

Foi naquele momento que veio em minha mente queria ser um robô, assim o fim seria diferente, não aquela coisa humana e medíocre de finalizar a dor das tristezas da vida, mas se pudesse apertar alguns botões e simplesmente dosar a quantidade de dor, de desespero, da insegurança, dos sonhos não realizados, dos medos e incertezas, do fracasso, da derrota, tudo de maneira homeopática, talvez desse para continuar a caminhada, talvez esquecesse algumas coisas, talvez aquele baú que fica guardadinho dentro da mente escrito não consegui, não deu certo ou esqueça, estivesse mais vazio.

Após toda aquela confusão mental, levantei e vi que não havia outro jeito, não era um robô, tinha que seguir, viver, o dia estava nascendo e com ele vinham mais responsabilidades e coisas a fazer, não dava para ficar deitada chorando tinha que fechar o bauzinho e seguir em frente.



quinta-feira, 3 de março de 2011

Aconteceu no carnaval - Final

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O tempo passou, foram muitos meses, quase um ano, uma tarde cheguei em casa e minha mãe me olha e diz: Lídia o João ligou duas vezes.
Fiquei paralisada e agora? mas a lembrança daquela humilhação era forte, levaria muito tempo até conseguir curar aquela ferida.
Eu não ia ficar a disposição esperando o boneco ligar, jamais e também achei que após estas duas tentativas ele não ia ligar mais. Então, no dia seguinte o telefone tocou, nem pensei que fosse o João, peguei o telefone e derrepente ouvi aquela voz que outrora era tão doce aos meus ouvidos, ele falava como se tivesse conversado comigo na noite anterior, rindo como se nada tivesse acontecido, eu não podia acreditar, era algo absurdo, mas não havia nenhuma explicação , só comentários do dia dele e que queria me ver, minha única reação naquele momento foi responder com o tom mais frio que pude e com poucas palavras, como poderia tratá-lo diferente? Sorrir para alguém que nem explicações deu para aquela atitude horrenda.
Se ao menos ele tivesse me procurado, se e explicado, mas não, sumiu, pensei o que bem entendi.
Desliguei o telefone, pronto acabou (pensei), mas ainda não era o fim, alguns dias depois andando pelas ruas próximas a minha casa um carro parou e quem estava ali me chamando, sim, era o João.
Olhou-me e disse: você está diferente, linda. (houve uma pausa infinita, eu não tinha nada a dizer). Estou indo comprar uma roupa para o casamento da minha irmã que é amanhã, quer ir comigo?

Hãããã!!!!!!!!!!! Acho que ele tem problemas, não pode ser normal (pensei).
Que pessoa não te explica nada, fura com você e aparece quase um ano depois agindo como se houvesse conversado com você anteontem, será que ele imaginou que eu ia ficar ao lado do telefone esperando ele ligar até hoje?.

É ali terminava a nossa história da mesma forma que começou, em uma calçada, ele dentro do carro e eu olhando para aqueles olhos castanhos escuros sem saber o que fazer, porém, me sentia vitoriosa ao dizer: estou muito ocupada, do tipo ó por favor garotinho do papai, não me procure mais.
Caminhei sem olhar para trás, afinal era apenas um acontecimento de carnaval.

Aconteceu no carnaval - Parte 5

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Bem , preciso dizer que ele além de lindo já mostrava um certo poder aquisitivo bem melhor que o meu , ele tinha um carro, eu não, ele trabalhava na empresa do pai, eu não (funcionária em uma empresa), ele morava em uma casa aqui na minha cidade em cima de outro comércio do pai dele, eu não (morava em dois cômodos, com um puxadinho), era bem simplisinho.

Minha mãe sempre disse: Lidia infelizmente filha, nesta vida cada um vale o que possui, ou seja, se você tem dinheiro, influência e se arruma bem, você é tratado melhor pelas pessoas, caso contrário eles te tratam mal. As pessoas não dão valor para pessoas como nós, pobres.

Eu não queria acreditar naquilo, era cruel demais, que mundo horrível.
Na minha fantasia estava tudo certinho, ele ia descobrir que eu era pobre, tinha menos estudo que ele, mas quem sabe ele poderia me ajudar a ser igual a ele e seriamos felizes para sempre, João haveria de me aceitar, afinal eu não era má pessoa, só queria ser feliz.

O sábado nunca que chegava e aquilo era uma tortura, vai que ele liga desmarcando, mas graças a Deus não ele não desmarcou.
Que dia lindo, estava bem ensolarado, perfeito, acordei alegre, disposta tinha que me arrumar meu quase namorado ia chegar.
As horas não passavam, então comecei a procurar algo para aquele passeio, ele me disse que viria de moto para passearmos na principal avenida daqui. Então, procurei um short, uma regata, mas não tinha um sapato que combinasse, e agora??? Bom, teria que me virar, então coloquei um tamanco bege, não era perfeito para a ocasião, legal seria um tênias, mas eu não tinha.
Apesar disso me olhei no espelho e até que gostei, estava bonita e era apenas um passeio de moto pela avenida, o que é que haveria de mais.
Fui para a frente do portãozinho de lata e ali fiquei esperando, derrepente vi aquela moto enorrrrrrme encostando do meu lado, ele vinha de camiseta branca, short azul marinho e tênis branco, tão branquinho que parecia novo.
Quando levantou a viseira, pude ver em seus olhos a decepção, me mediu de cima em baixo, a voz mal saia de sua boca, ele meio que gaguejava tentando arranjar uma desculpa, um imprevisto e eu fiquei ali atordoada, parecia que havia levado um soco bem na boca do estômago, tentava me manter em pé e educadamente sorri para não demonstrar minha imensa tristeza e vergonha, me senti tão humilhada, naquele momento meu mundinho de fantasias havia desmoronado. Lembrei de minha mãe, não era possível ela tinha razão, "eu não valia nada, pois não tinha nada",.
Se eu lembro de tudo o quele disse, não, apenas que depois ligava, enfim, ele ligou a moto e se foi eu desabei, chorei, chorei tanto de vergonha de mim, da minha situação, da minha pobreza diante daquela vida de filhinho de papai, daquele olhar que dizia: Por favor, não se aproxime sua pobreza pode me contaminar. Eu não sabia o que fazer.

Tentei entender, refiz aquela maldita cena mais de cem vezes, mas não achava uma explicação lógica, não havia o que entender, só o que aqueles olhos me mostraram, ou eu não era a garota que ele havia visto naquela madrugada, ou eu não servia para ele, mas como?? ele nem me conhecia?
Minha roupa simples não poderia ser motivo de vergonha, poderia? É parecia que sim.

Foram 3 dias de choro, meu peito doia, nunca mais alguém iria me fazer passar aquela humilhação, era assim que eu me sentia humilhada. Não queria mais sair de casa, me olhava no espelho e me sentia feia, olhava aquele short semi-novo de confecção (sem marca) e só sabia chorar.
Então comecei relembrar nossas conversas pelo telefone e lembrei que ele havia comentado que praticava squash. Bom, eu só havia ouvido falar sobre aquilo na televisão, então, minha ficha caiu, realmente eu não servia para ele, o moço era bom demais para mim.

Aconteceu no carnaval - Parte 4

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Não coseguia dormir embora estivesse cansada, só conseguia pensar nele, naquele sorriso lindo e tudo o que acotecera comigo, da noite horrorosa que se transsformara em algo maravilhoso.
É deveria ser o destino, era o meu príncipe ali na minha frente.
Quando acordei não pude me conter tinha que contar para alguém, mas quem iria acreditar numa história tão doida, criei coragem e falei: mãe preciso e contar uma coisa que me aconteceu ontem. Ela me olhou e pôs-se a ouvir toda aquela narrativa, quando terminei ela sorriu e disse calma, não vá se iludir, talvez você nunca mais o veja, quase chorei, não, eu tinha que vê-lo e dizer que aquilo não foi por acaso, (não acredito em acasos) ele era o meu destino.
Alguns dias se passaram e realmente eu não o vi, até que chegou o domingo e como sempre eu ia à mesma reunião que os pais dele, fui meu coração estava acelerado, quem sabe ele não estaria lá?
Relamente a mãe e a irmã estavam lá, mas ele não, eu as cumprimentei, mas ninguém disse nada e fiquei por ali, a noitinha em casa, meu telefone tocou nem acreditei quando minha mãe disse Lídia é o João para você, meu coração disṕarou.
Corri ao telefone e começamos a conversar, a voz dele era suave, calma e eu tentava não demonstrar minha ansiedade, estava afoita rssssss ali passei horas e descobri que ele ficava na capital durante a semana, por causa do trabalho e dos estudos, mas e daí eu poderia vê-lo nos fins de semana.
Assim terminamos nossa primeira conversa ao telefone e era tão bom.
Me sentia uma garotinha, embora já tivesse passado dos 25, jvem sei, mas já era moça e sabia o que queria, tudo a meu redor havia ficado mais bonito, agora suspirava à toa. Nada me irritava, nem aquele episódio com a Clara.
Minha mãe estava preocupada, mas eu? Eu estava apaixonada.
Outra semana e outra ligação e assim foram várias até que em uma delas finalmente ele criou coragem e disse: Lídia, sábado irei para a casa de meus pais, que tal eu passar aí após o almoço e a gente dar uma volta?
Alguém tem noção do que isso significa? Era tudo o que eu queria ouvir e finalmente estava acontecendo.
Eu não conseguia acreditar, parecia bom demais para ser verdade.
O joão , lindo, simpático, engraçado, queria sair comigo?!
Me imaginei amiga da mãe dele, já entre a família, nós dois namorando e depois nos casando, pronto era isso.
Claro, disse eu, te espero após o almoço.

Aconteceu no carnaval - Parte 3

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Estava sentadinha ao lado dele (morrendo de medo) qualquer coisa eu pularia do carro pensei.
Bom, arrisquei a olhar para àquele rosto, do moço que havia me ajudado.
Nossa, ele era muito bonito, magro, pele branca, cabelos e olhos castanhos escuros, usava óculos e uma bela camisa branca. Agora estava mais calma, porém, minhas mãos ainda tremiam e estavam muito geladas.
João parou em frente ao meu portão, desligou o carro e começamos a conversar, me falou da vida dele, alguma coisa da família, contei-lhe também algumas coisas, agora parecia que nos conheciamos a muito, muito tempo.
Sorriamos e a conversa fluia, tive vontade de abracá-lo, ele havia me salvado além do que, fiquei encantada.
Será que ele era o príncipe encantado que li quando criança?? Ai que pensamento idiota, mas rsssss qual menina nunca leu aquilo?!
Nossa aquele homem tinha um sorriso lindo, dentes branquinhos e retos (diferentes dos meus, tortinhos) e o cheiro? Que perfume seria aquele?! Eu jamais saberia dizer.
Enquanto ele falava eu sorria e pensava: Que homem lindo, bem que poderia ser meu.
Já era tarde, quase 5 horas, não queria que ele se fosse, o tempo bem que poderia parar naquele momento, e sei lá tive a impressão que ele também não queria ir.
Enfim tinha que descer daquele carro e deixar meu príncipe ir embora, me deu uma tristeza, meu Deus há duas horas atrás eu tive medo daquele homem e a meia hora estava encantada com o modo divertido, engraçado dele, além de tudo não tentou nada. Que homem era aquele, era um cavalheiro, decente, era o homem perfeito.
Bem, agradeci com um aperto de mão e desci.
Dentro de mim dizia: bem que poderia ter acontecido um beijo, só um.

Aconteceu no carnaval - Parte 2

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Meu medo era tão grande que comecei a achar que todos estavam me seguindo, me olhando.
Durante o trajeto até a minha casa tinha que passar (obrigatóriamente) por um pedaço onde há vários usuários de drogas, prostitutas e andarilhos.
Pensei: Tinha que ser comigo? Meu Pai me ajude!!!! Preconceito? Não, era medo mesmo.
Passei tão rápido que nem sei como atravessei aquela ruazinha. Derrepente escuto do meu lado
Psiu!!!! quer uma carona?
Quase pulei de susto. (Ele deve pensar que sou puta)
Só consegui responder: Eu não sou o que você está pensando.
Ele continuou com o carro bem devagarinho do meu lado.
Não, eu só perguntei se você quer uma carona.
Eu já estava tão nervosa que parei e desatei a falar desesperadamente em meio as lágrimas, acho que contei toda a história daquela garota e eu em 5 minutos.
Não conseguia respirar, meu coração estava disparado e as lágrimas não cessavam.
Ele me olhou, sorriu e disse: olha eu percebi que você estava perdida e já é bem tarde, se você não quiser entrar no carro tudo bem eu vou te seguindo até a sua casa, mas você não vai sozinha é perigoso.
Ele se apresentou, falou o nome dos pais, disse aonde morava e aí quem sorriu fui eu, disse-lhe: conheço sua mãe e irmã.
Não acredito (nem eu), que mundo pequeno, ele me disse.
Então, para que eu confiasse naquelas palavras, ele retirou do bolso a identidade e pude ver que pelo menos o nome era verdadeiro, João.
Confesso que entrei no carro com medo, mas resolvi arriscar estava com meus pés dormentes e ainda faltava muito até eu chegar em casa e tinha mais dois pedaços bem escuros e perigosos até chegar lá.

Aconteceu no carnaval - Parte 1

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Preciso contar o que me aconteceu ontem. Mas vou começar pelos fatos da semana passada, o Juliano me ligou e disse que passou numa faculdade famosa e vai embora para outro Estado, "que peninha", vou sentir muito a falta dele. Vai ser repórter .... que chique.

Fevereiro é carnaval, todo fevereiro tem e, nós vamos ao clube, minha mãe não gostou muito, sabe como é fica preocupada. Eu disse à ela para não se preocupar, pois assim que acabar o baile vou dormir na casa da amiga do Ju.
Se eu a conheço?
Não, na verdade só falei com ela uma vez, bem rápido, mas o Ju é gente boa (ela também deve ser). O nome dela? Ah! sim ia esquecendo de dizer é Clara, apesar que ela é morena de uns olhos negros tão lindos, parecem jaboticabas.

Então, chegou o dia (ontem) e me preparei para ir ao clube, como não sou muito chegada em carnaval fiquei sem saber o que vestir, acabei colocando um jeans, uma sandália brilhante e uma regata. Passei na casa do Ju e de lá fomos até a casa de Clara, para minha surpresa o Ju arranjou outro compromisso e ..... se foi, então, partimos eu e Clara para o baile.

Nossa clube lotado, cheio de gente bonita som bem alto aquela fumaça e muita bebida.
Não eu não bebo, fiquei ali tentando sambar. Bom Clara sumiu, cada vez entra mais gente.
Tô de olho num rapaz, mas acho que ele está afim de outra pessoa, nem me viu kkkkk.

Clara volta e me diz achei um carinha legal e ele está com um amigo.
_ Hummmm!!!!!
Nossa, mal ela acabou de falar vejo dois cidadãos ao lado dela. O primeiro é bonitinho, mas o amigo Meu Deus! Ah, sem chance, não é o meu tipo, mas não custa conversar com a pessoa.
Começamos a conversar e, nossa Clara agarrou o rapaz (o bonitinho).
As horas passam já estou entediada, o rapaz já percebeu que não quero nada e está ficando nervoso. (quem deveria ficar nervosa era eu com esse papinho mais ridículo).
Já são 3h da matina estou exausta, apesar de tudo valeu "pensei". Mas para minha maior surpresa cade Clara?
Meu Deus quanta gente, perdi a garota e agora? Não, não posso me desesperar, vou até a portaria ela tem que passar por ali.
Tá ja faz dez minutos que estou na porta do Clube todo mundo saindo, uns legais outros carregados, fedorentos.... final de festa que loucura tem de tudo.
Derrepente ouço um grito do meio da avenida em direção à portaria do clube, mais uma surpresa dentro de um carro abarrotado de homens, parecia uma lata de sardinha, quem está lá?
É, aquela garota deve ser doida, nem conhece os caras. Me aproximo e ela diz: sobe aqui, vamos ao posto de gasolina com eles, depois a gente vai na casa deles e mais tarde eles nos levam pra casa. (É ela deve ser louca varrida).
Acho que meu rosto se transformou naquele momento.
Quê?!
- Sobe aqui.
Não!!! Eu vou para minha casa.
Ela me olha rindo (com aquela cara de quem diz: você é uma idiota) e diz: tá bom

Como está bom? (pensei) puxa ela tinha um compromisso comigo, eu ia dormir na casa dela e agora como vou embora, é madrugada estou a pé sem um tostão no bolso e morrendo de medo.
Nunca andei tão rápido na vida.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Dos 10 aos 14 anos

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Linda não se lembra ao certo parece que um furacão passou e deixou apenas destroços.

Até o dia anterior ela era a querida do pai apesar de ser uma menina bem geniosa. Lembra-se de ter ido passear com a bicicleta de um amiguinho e no dia seguinte após uma briga terrível entre os pais ela fora jogada na rua sem ter aonde morar e o que comer.

Linda nunca entendeu o que aconteceu naquela noite, qual teria sido o motivo? O que levaria um pai a jogar a própria filha, pequena, na rua?

A mãe de Linda era uma mulher totalmente submissa ao marido e nada pôde fazer a não ser chorar e pedir a Deus que cuidasse da pequena.

Durante a trajetória da garotinha pelas ruas, esta aprendeu a roubar para sobreviver. Então, observava cuidadosamente as casas onde o leiteiro deixava duas garrafas com leite e dois filões, para lá corria a menina e pegava com muito medo e remorso um pão e um leite, sabia que era errado, mas precisava alimentar-se. Andava bastante durante o dia, não sabia para onde ir, não tinha rumo, roupas, nada....ninguém e a noite dormia no meio do mato escondendo-se das pessoas, tinha medo, frio e fome.

Agora Linda era uma andarilha, suja e faminta.

Durante a caminhada aparece uma moça, um anjo pensou Linda, a moça era magra, alta, bem morena e muito sorridente, percebendo a ingenuidade e principalmente a beleza da garotinha, não titubeou se fez de amiga da garotinha, ouviu toda a história, arranjou o que comer e ofereceu ajuda, disse à menina que se esta fugisse com um homem poderia depois voltar para casa, pois só assim o pai a aceitaria de volta. A pequena não entendia nada, mas gostou da ideia, queria muito voltar para casa, para a mamãe e os irmãos.

Assim, a moça sorridente arranjou um homem e sem que Linda suspeitasse, fora vendida ao tal homem. Os primeiros dias de Linda com o "marido" não teve problemas, ela brincava durante o dia e a tardezinha ele chegava, fazia a janta, conversava com Linda, que esperava que ele a levasse para sua mamãe. Porém, ao passar sete dias o tal homem a agarrou machucando-lhe o braço, "queria o que havia comprado", a menina em meio aos gritos e lágrimas correu, pulou a janela e fugiu, correu tanto tanto que logo estava bem longe daquela casa, novamente na rua.

Agora pensava ela: Talvez eu consiga voltar para casa. Porém, passado alguns dias o destino a coloca de novo frente ao pai, ela foi encontrada e levada a uma delegacia. O pai de Linda muito influente e extremamente cruel e mentiroso não a aceitava de volta, pelo contrário pagou falsos exames que atestavam que Linda não era mais virgem, a menina gritava, chorava, mas ninguém acreditava nela. Ali Linda foi julgada, condenada e rotulada como uma mulher da rua.

E agora o que fazer??? Não tinha aonde ir, ninguém a aceitaria, nem mesmo os parentes iriam querer uma "mulher" solteira.

Sem ter para onde ir Linda vai parar em um bairro distante, na cidade vizinha e lá encontra uma mulher da noite, que ao ouvir toda a história da pobre menina, decide ajudá-la.

Linda está com medo o que mais poderia acontecer? Uma pessoa já a havia enganado e mudado seu destino e agora???

Então, a pequena passa a morar em um prostíbulo, ali ajudava durante o dia, período este em que a casa ficava vazia e a noite ficava trancada em um quarto, para que ninguém a vissee chamasse a polícia, neste local a pequena permaneceu por algum tempo.

Antes de completar 13 anos e por ajuda das mulheres das casas noturnas Linda foi morar com uma senhora que também tinha uma vida bem tumultuada, mas agora era uma casa de família.

A senhora que a acolheu era muito falante, tinha muitos bichos e crianças adotivas com histórias bem parecidas com a de Linda. Histórias de abandono, fome e tristeza. aquela senhora ficou sendo a mãe da pequena, dando-lhe abrigo, comida e carinho. E foi assim que no ano seguinte, aos 14 anos, Linda conhece o grande amor de sua vida, aquele que iria mudar novamente toda a história de vida daquela menina.
Seria para melhor??? Ou mais uma vez Linda iria sofrer.