Tic Tac

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Até ontem

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Até ontem eu me conhecia,



Até ontem sabia de tudo, da minha bebida predileta,



da minha canção preferida.



Até ontem sabia meus planos,



Até ontem sonhava com o amanhã,



Mas isso foi até ontem,



Mas ontem passou um furacão.






Até ontem eu era feliz, até ontem...



... Até quando?



... Ontem...






























Incerteza

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Quisera apenas saber o que fazer, aonde ir, mas encontro-me perdida.


Olho a minha volta e não vejo nada e ninguém, pra onde vou?!


Dentro de mim há um turbilhão de sentimentos, emoções,


Desespero-me....


...Mas não há o que fazer, nem aonde ir.











segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fica combinado assim menina

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Tudo bem pra mim
Se você diz que não
tem mais jeito
Eu não posso te prender
Cada um faz o que acha direito
Combinado assim....

....vou ficar aqui te amando
De qualquer maneira
Se preciso for a vida inteira
Toda noite aqui sonhando
Todo dia me dizendo
Que você me ama e vai voltar
Não vou me cansar
de te esperar
(Combinado Assim, cantora Adriana, composição Gilson)


Outro dia acordei, estava atordoado sem saber ao certo aonde estava, percebi que estava tudo escuro, madrugada, não sei ao certo que horas eram.... perdido, completamente perdido eu me sentia.

Levantei e fui preparar um café e pensar... olhava pela vidraça e as únicas coisas visiveis eram os faróis dos carros lá embaixo na avenida, o dia começava a amanhecer, então, comecei a lembrar de nós dois naquele banco da praça e você me dizendo que me esperaria para sempre, o tempo que fosse, que fazia tanto tempo que não se sentia assim...e me falou do seu amor, que era tão puro, tão sincero, mas nem perguntou como eu ficaria com tal revelação. Você esvaziava seu peito e tirava um peso, transferindo à mim toda a responsabilidade de um decisão.

Confesso menina que não entendi o que estava me acontecendo e nem o porquê? Será culpa minha pensava.

Coloquei o café em minha xícara predileta e fiquei ali relembrando a cena e as tuas palavras que ainda ecoavam forte em minha mente, o meu medo de que você fizesse algo depois da minha resposta. Não queria magoá-la, mas não havia outro jeito, foi triste ter que lhe dizer que a única coisa a lhe oferecer é a minha amizade, meu carinho, meu respeito, pois me senti tão culpado por ter mexido em seu coração, em ter entrado sem pedir licença, tão de repente que nenhum de nós percebemos. Penso menina que deveria haver um alvará para que pudéssemos entrar nos corações, assim machucaríamos menos as pessoas que tanto queremos bem, te prometi não mudar, ser o teu amigo de antes, mas estou com medo menina, não sei se conseguirei cumprir esta promessa.

Fui bebendo meu café e pensando em tudo aquilo, naquela confusão instalada dentro de mim, também não entendi o motivo de me sentir tão vulnerável, eu um homem sempre tão decidido e prático. Mas a verdade é uma só os anos se passaram e me acostumei com algumas coisas, com minha vida, além do que menina, tu sabes bem que tenho um alguém, um amor, uma mulher linda que me ama e que não posso deixá-la jamais, pois somos um e sem ela eu morreria. Então menina ficamos assim.... serei teu amigo.



sábado, 14 de maio de 2011

Um robô

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Naquele dia ao acordar, percebi que não era um dia normal estava novamente angustiada as lágrimas caiam sem que eu pudesse controlá-las, a sensação de impotência tomava conta de mim que sempre gostei de controlar a minha vida, as situações. Estava novamente sendo capturada por aquelas garras nefastas chamada desespero.

As lágrimas desciam como cachoeira.... não conseguia explicar e, mesmo que tentasse sabia dentro de mim que ninguém me entenderia.

Deitada na cama, no escuro, chorava e dizia a mim mesma: tudo está errado, tudo errado, errado e a voz de um eu em desespero gritava: preciso dar um fim, um fim nisso, nessa situação, na vida horrível e deplorável.

Ah! se tivesse coragem, um pouco mais de coragem, poria um fim nessa dor, não era a dor do corpo, de um dedo machucado, de uma carne rasgada por um metal, uma úlcera. Não! Não era uma simples dor, ela dilacerava a alma, rasgava me o interior, destruía todos os desejos e pensamentos bons, confundia-me os sentidos e sentimentos, atordoava-me de tão forte. Ainda deitada sentia meu corpo pular com os soluços que eram quase que gritos e gemidos.

Alguém, ah, se tivesse alguém que entendesse e não tentasse explicar o inexplicável, somente ouvisse, enxergasse “a dor” por dentro.

Foi naquele momento que veio em minha mente queria ser um robô, assim o fim seria diferente, não aquela coisa humana e medíocre de finalizar a dor das tristezas da vida, mas se pudesse apertar alguns botões e simplesmente dosar a quantidade de dor, de desespero, da insegurança, dos sonhos não realizados, dos medos e incertezas, do fracasso, da derrota, tudo de maneira homeopática, talvez desse para continuar a caminhada, talvez esquecesse algumas coisas, talvez aquele baú que fica guardadinho dentro da mente escrito não consegui, não deu certo ou esqueça, estivesse mais vazio.

Após toda aquela confusão mental, levantei e vi que não havia outro jeito, não era um robô, tinha que seguir, viver, o dia estava nascendo e com ele vinham mais responsabilidades e coisas a fazer, não dava para ficar deitada chorando tinha que fechar o bauzinho e seguir em frente.



quinta-feira, 3 de março de 2011

Aconteceu no carnaval - Final

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O tempo passou, foram muitos meses, quase um ano, uma tarde cheguei em casa e minha mãe me olha e diz: Lídia o João ligou duas vezes.
Fiquei paralisada e agora? mas a lembrança daquela humilhação era forte, levaria muito tempo até conseguir curar aquela ferida.
Eu não ia ficar a disposição esperando o boneco ligar, jamais e também achei que após estas duas tentativas ele não ia ligar mais. Então, no dia seguinte o telefone tocou, nem pensei que fosse o João, peguei o telefone e derrepente ouvi aquela voz que outrora era tão doce aos meus ouvidos, ele falava como se tivesse conversado comigo na noite anterior, rindo como se nada tivesse acontecido, eu não podia acreditar, era algo absurdo, mas não havia nenhuma explicação , só comentários do dia dele e que queria me ver, minha única reação naquele momento foi responder com o tom mais frio que pude e com poucas palavras, como poderia tratá-lo diferente? Sorrir para alguém que nem explicações deu para aquela atitude horrenda.
Se ao menos ele tivesse me procurado, se e explicado, mas não, sumiu, pensei o que bem entendi.
Desliguei o telefone, pronto acabou (pensei), mas ainda não era o fim, alguns dias depois andando pelas ruas próximas a minha casa um carro parou e quem estava ali me chamando, sim, era o João.
Olhou-me e disse: você está diferente, linda. (houve uma pausa infinita, eu não tinha nada a dizer). Estou indo comprar uma roupa para o casamento da minha irmã que é amanhã, quer ir comigo?

Hãããã!!!!!!!!!!! Acho que ele tem problemas, não pode ser normal (pensei).
Que pessoa não te explica nada, fura com você e aparece quase um ano depois agindo como se houvesse conversado com você anteontem, será que ele imaginou que eu ia ficar ao lado do telefone esperando ele ligar até hoje?.

É ali terminava a nossa história da mesma forma que começou, em uma calçada, ele dentro do carro e eu olhando para aqueles olhos castanhos escuros sem saber o que fazer, porém, me sentia vitoriosa ao dizer: estou muito ocupada, do tipo ó por favor garotinho do papai, não me procure mais.
Caminhei sem olhar para trás, afinal era apenas um acontecimento de carnaval.

Aconteceu no carnaval - Parte 5

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Bem , preciso dizer que ele além de lindo já mostrava um certo poder aquisitivo bem melhor que o meu , ele tinha um carro, eu não, ele trabalhava na empresa do pai, eu não (funcionária em uma empresa), ele morava em uma casa aqui na minha cidade em cima de outro comércio do pai dele, eu não (morava em dois cômodos, com um puxadinho), era bem simplisinho.

Minha mãe sempre disse: Lidia infelizmente filha, nesta vida cada um vale o que possui, ou seja, se você tem dinheiro, influência e se arruma bem, você é tratado melhor pelas pessoas, caso contrário eles te tratam mal. As pessoas não dão valor para pessoas como nós, pobres.

Eu não queria acreditar naquilo, era cruel demais, que mundo horrível.
Na minha fantasia estava tudo certinho, ele ia descobrir que eu era pobre, tinha menos estudo que ele, mas quem sabe ele poderia me ajudar a ser igual a ele e seriamos felizes para sempre, João haveria de me aceitar, afinal eu não era má pessoa, só queria ser feliz.

O sábado nunca que chegava e aquilo era uma tortura, vai que ele liga desmarcando, mas graças a Deus não ele não desmarcou.
Que dia lindo, estava bem ensolarado, perfeito, acordei alegre, disposta tinha que me arrumar meu quase namorado ia chegar.
As horas não passavam, então comecei a procurar algo para aquele passeio, ele me disse que viria de moto para passearmos na principal avenida daqui. Então, procurei um short, uma regata, mas não tinha um sapato que combinasse, e agora??? Bom, teria que me virar, então coloquei um tamanco bege, não era perfeito para a ocasião, legal seria um tênias, mas eu não tinha.
Apesar disso me olhei no espelho e até que gostei, estava bonita e era apenas um passeio de moto pela avenida, o que é que haveria de mais.
Fui para a frente do portãozinho de lata e ali fiquei esperando, derrepente vi aquela moto enorrrrrrme encostando do meu lado, ele vinha de camiseta branca, short azul marinho e tênis branco, tão branquinho que parecia novo.
Quando levantou a viseira, pude ver em seus olhos a decepção, me mediu de cima em baixo, a voz mal saia de sua boca, ele meio que gaguejava tentando arranjar uma desculpa, um imprevisto e eu fiquei ali atordoada, parecia que havia levado um soco bem na boca do estômago, tentava me manter em pé e educadamente sorri para não demonstrar minha imensa tristeza e vergonha, me senti tão humilhada, naquele momento meu mundinho de fantasias havia desmoronado. Lembrei de minha mãe, não era possível ela tinha razão, "eu não valia nada, pois não tinha nada",.
Se eu lembro de tudo o quele disse, não, apenas que depois ligava, enfim, ele ligou a moto e se foi eu desabei, chorei, chorei tanto de vergonha de mim, da minha situação, da minha pobreza diante daquela vida de filhinho de papai, daquele olhar que dizia: Por favor, não se aproxime sua pobreza pode me contaminar. Eu não sabia o que fazer.

Tentei entender, refiz aquela maldita cena mais de cem vezes, mas não achava uma explicação lógica, não havia o que entender, só o que aqueles olhos me mostraram, ou eu não era a garota que ele havia visto naquela madrugada, ou eu não servia para ele, mas como?? ele nem me conhecia?
Minha roupa simples não poderia ser motivo de vergonha, poderia? É parecia que sim.

Foram 3 dias de choro, meu peito doia, nunca mais alguém iria me fazer passar aquela humilhação, era assim que eu me sentia humilhada. Não queria mais sair de casa, me olhava no espelho e me sentia feia, olhava aquele short semi-novo de confecção (sem marca) e só sabia chorar.
Então comecei relembrar nossas conversas pelo telefone e lembrei que ele havia comentado que praticava squash. Bom, eu só havia ouvido falar sobre aquilo na televisão, então, minha ficha caiu, realmente eu não servia para ele, o moço era bom demais para mim.

Aconteceu no carnaval - Parte 4

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Não coseguia dormir embora estivesse cansada, só conseguia pensar nele, naquele sorriso lindo e tudo o que acotecera comigo, da noite horrorosa que se transsformara em algo maravilhoso.
É deveria ser o destino, era o meu príncipe ali na minha frente.
Quando acordei não pude me conter tinha que contar para alguém, mas quem iria acreditar numa história tão doida, criei coragem e falei: mãe preciso e contar uma coisa que me aconteceu ontem. Ela me olhou e pôs-se a ouvir toda aquela narrativa, quando terminei ela sorriu e disse calma, não vá se iludir, talvez você nunca mais o veja, quase chorei, não, eu tinha que vê-lo e dizer que aquilo não foi por acaso, (não acredito em acasos) ele era o meu destino.
Alguns dias se passaram e realmente eu não o vi, até que chegou o domingo e como sempre eu ia à mesma reunião que os pais dele, fui meu coração estava acelerado, quem sabe ele não estaria lá?
Relamente a mãe e a irmã estavam lá, mas ele não, eu as cumprimentei, mas ninguém disse nada e fiquei por ali, a noitinha em casa, meu telefone tocou nem acreditei quando minha mãe disse Lídia é o João para você, meu coração disṕarou.
Corri ao telefone e começamos a conversar, a voz dele era suave, calma e eu tentava não demonstrar minha ansiedade, estava afoita rssssss ali passei horas e descobri que ele ficava na capital durante a semana, por causa do trabalho e dos estudos, mas e daí eu poderia vê-lo nos fins de semana.
Assim terminamos nossa primeira conversa ao telefone e era tão bom.
Me sentia uma garotinha, embora já tivesse passado dos 25, jvem sei, mas já era moça e sabia o que queria, tudo a meu redor havia ficado mais bonito, agora suspirava à toa. Nada me irritava, nem aquele episódio com a Clara.
Minha mãe estava preocupada, mas eu? Eu estava apaixonada.
Outra semana e outra ligação e assim foram várias até que em uma delas finalmente ele criou coragem e disse: Lídia, sábado irei para a casa de meus pais, que tal eu passar aí após o almoço e a gente dar uma volta?
Alguém tem noção do que isso significa? Era tudo o que eu queria ouvir e finalmente estava acontecendo.
Eu não conseguia acreditar, parecia bom demais para ser verdade.
O joão , lindo, simpático, engraçado, queria sair comigo?!
Me imaginei amiga da mãe dele, já entre a família, nós dois namorando e depois nos casando, pronto era isso.
Claro, disse eu, te espero após o almoço.