Foi na primavera de 40, final de outubro, que "Linda" nasceu era a segunda menina da família. Morena clara, cabeluda e de uns olhos castanhos escuros belíssimos. O pai de Linda assim que a viu ficou encantado era a menina dos sonhos.
A mãe trabalhava em uma tecelagem setor crescente numa cidade do interior de São Paulo, em que viveu e o pai militar aposentado.
Linda conta que nesta primeira década lembra de uma infância farta, havia de tudo na mesa, a casa era grande e bonita. As portas e janelas eram de madeira pintadas de verde escuro, o chão era de tijolo e o piso quadriculado que dava um ar sofisticado ficava na sala. Por ser uma casa de esquina o terreno era grandioso, havia um poço que servia para abastecer toda a casa, hortas, galinheiro e um belo pomar, o pai de Linda cuidava deste quintal com muito zelo, ali não havia uma tiririca sequer. Havia Bananeiras, cajuzeiro, mangueira, limoeiro, pé de maracujá, goiabeira, figueiras, pé de ameixa, de mamão.... e muitas flores também como: hortências, roseiras, copos de leite e primaveras.
A energia elétrica não havia sido instalada na casa de Linda, mas nem por isso as coisas eram ruins, haviam dois fogões a lenha, ou seja, banho quentinho, havia latas de banha onde eram armazenadas as carnes de maneira que não estragavam, as frutas vinham do pomar da casa, as hortaliças eram colhidas ali no quintal juntamente com os legumes.
Tudo parecia caminhar normalmente, os irmãos mais velhos estavam começando a trabalhar e a pequena Linda havia ganhado uma irmazinha, estava agora com 10 anos de idade. Desta época Linda se lembra da escola primária na qual cursou até o quarto ano, da calça de veludo que ganhara do pai e do jantar em família. Mas em pouco tempo tudo isso teria um fim!!!
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